*Incurável doença de sonhar*

Ghislaine's posts with tag: homens

What are tags? You can give your posts a "tag", which is like a keyword. Tags help you find content which has something in common. You can assign as many tags as you wish to each post.
View posts by people in your network with tag homens
Blog EntryIndividualidadeMay 15, '08 12:20 PM
for everyone

Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o início deste milênio. As relações afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor.
O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.
A idéia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer neste início de século.
O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos.
Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher.
Ela abandona suas características, para se amalgamar ao projeto masculino.
A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei.
Se sou manso, ele deve ser agressivo, e assim por diante. Uma idéia prática de sobrevivência, e pouco romântica, por sinal.
A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade, pelo amor de desejo.
Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente.
Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas,
e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas.
Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras.
O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma.  É apenas um companheiro de viagem.
O homem é um animal que vai mudando o mundo, e depois tem de ir se reciclando, para se adaptar ao mundo que fabricou.
Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo.
O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral.
A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado. Visa a aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades.
E ela só é possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade.
Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva.
A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa.
As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho,
ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem.
Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado.
Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém.
Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto.
Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal.
Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo, e não a partir do outro.
Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.
O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável.
Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.
Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém; algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo...


Flávio Gikovate
médico psicoterapeuta

Obrigada Deus por eu estar viva e quebrando a cara todos os dias!!!!!!


Fiquei pensando na relação de gênero no cotidiano.
Mais uma vez a vida me provou que o homem não tem outra coisa como interesse primeiro que não seja o sexo, porque homens dificilmente se apaixonam, não é como mulher.
Então o que resta é sexo, sexo, sexo e mais sexo. Só.
Sexo é legal, é bom. Mas daí ele aparecer em primeiro lugar em tudo é ser igual ao animal irraconal. Voltamos ao tempo das cavernas???
Fico aqui tentando entender, mas entender o quê? É assim.

Sempre tive amizades com "meninos" porque a amizade masculina é sempre mais leve, com menos ciúmes e cobranças, sem maiores competições, do tipo que não se deve provar nada. Enfim, é uma coisa simples, assim como o homem. Complexa é a mulher...

Nunca me achei linda e gostosa, por isso achava que teria algo que eu nem sei explicar, qualquer coisa de diferente. Achava que eu era "legal", interessante, inteligente talvez, e que, por isso, sempre fui bem quista, aceita. Não. Eu sou mulher, sou diferente e tenho uma coisa que eles não vivem sem! E para complementar minhas "qualidades de fêmea", sempre lidei com o sexo de forma diferente da maioria das mulheres, era mais liberal, aberta. Achava que isso era legal, mas não era. Acho que eu nunca fui legal, nem comigo mesma...

 Na minha visão de mundo sempre achei que era possível a amizade entre pessoas do sexo oposto. Um ex-namorado até chegou a me questionar e "provar" que essa teoria era furada, mas só enxergamos o que queremos e não dei bola, continuando minha vida com meus pseudo-amigos. Claro, que tem uma exceções (será?).
E aí, mais uma vez eu quebro a cara. Não que não deva acontecer, às vezes faz bem, mas é que conforme vai "chegando a idade" dói mais e é mais patético!

Doendo ou não, a vida não se vale só por isso. É vida, é preciso viver. É uma ordem!!! E a mulher precisa se encaixar dentro de mais essa "regra".
E viver se aprende vivendo. Caindo e levantando. Quebrando a cara.
Como dizia Guimarães Rosa: " viver é mesmo perigoso!!!"
A ordem é ter paciência!!!


© 2008 Multiply, Inc.    About · Blog · Terms · Privacy · Corp Info · Contact Us · Help