| Category: | Movies | | Genre: | Documentary |
Título original: Língua - Vidas em Portuguêªs Ano 2002 País de origem: Brasil Distribuidora RioFilme Duração 105 min. Classificação livre Diretor Victor Lopes Elenco Mia Couto, JoséSaramago, Martinho da Vila e Edinho
Na pré-história, o homem já emitia grunhidos para se comunicar. Mais tarde, passou a se expressar com seus rabiscos nas paredes das cavernas. Todos aqueles sÃmbolos cresceram, se ramificaram e deram origem a milhares de palavras, vocabulários e expressões. Nasceu a poesia, o trocadilho, a digressão e o pleonasmo. Então chegaram os tempos modernos, a era da incessante busca pela agilidade. A lÃngua lapidada em milênios começa a ser abreviada, compactada. (site terra: http://cinema.terra.com.br/ficha/0,,TIC-OI5290-MNfilmes,00.html)
"Estaremos vivendo um retrocesso, o retorno à caverna?", questiona o escritor José Saramago no documentário LÃngua - Vidas em Português.
Assim como Saramago, prêmio Nobel de Literatura, outras personalidades e também anônimos estão presentes no longa-metragem de estréia do diretor Victor Lopes.
Sem pretensões de fazer um estudo linguÃstico ou um traçado da história da lÃngua portuguesa, o filme é um delicioso mergulho nas culturas que a têm como idioma.
Depoimentos do colono e do colonizador, do cético e do religioso, revelam que as divergências sociais e a distância geográfica não desintegram a unidade da lÃngua materna.
Filmado em seis paÃses, Portugal, Moçambique, Ãndia, Brasil, França e Japão, o documentário deixa de fora nações em que o português é a lÃngua oficial, como Angola, Guiné Bissau e Cabo Verde.
Por outro lado, divulga a pequena Goa, cidade de colonização portuguesa situada no vasto território indiano, e também destaca o cotidiano de imigrantes brasileiros em Tóquio.
São essas escolhas que revelam um roteiro sem marcações e cronologia. Apenas retratos da vida de transeuntes e figuras ilustres. O diretor faz mesmo o que o escritor moçambicano Mia Couto ressalta no filme: "No fundo, não estás a viajar por lugares, mas sim por pessoas."
à difÃcil negar que dentro desse mundo lusófono - de aproximadamente 200 milhões de pessoas - algumas cenas evidenciem as diferenças coloniais. No invadido Grande Hotel de Moçambique, outrora glorioso, está um menino que sonha ser um cantor de rap, famoso como seus Ãdolos norte-americanos.
Mas não se trata de um filme polÃtico. Os 105 minutos de pelÃcula são entrecortados por preciosos depoimentos de Martinho da Vila, João Ubaldo Ribeiro e Teresa Salgueiro, cantora do grupo português Madredeus. Além da poesia da lÃngua há a poesia da terra.
 | Adorei este documentário. Foi assistindo a ele que conheci Mia Couto, e foram justamente as intervenções dele meus momentos favoritos, sem falar naquele menino que sonhava com a possibilidade de estudos e ajudava a mãe a tomar conta dos irmãos.
Ainda não foi lançado em DVD, não é? pena. Gostaria de revê-lo. |
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