
Pois é, hoje foi mais um dia de realização, ou quase! (Nossa! Esses é o ano!!!)
Criei vergonha na cara, com a ajuda do meu fofinho e alguma coragem fiz a "inscrição" na auto-escola para, finalmente, tirar minha carta de habilitação.
Isso foi em janeiro. Tive que fazer um cursinho sacal onde só ouvi baboseiras e um cara muito chato falando tudo errado durante uma semana.
Fiz a prova teórica semana passada morrendo de medo de cair bem aquela plaquinha, que você nunca vai usar na vida, que você não lembra o nome.
Ufa! Passei e marquei as aulas de volante.Fiz a primeira aula hoje!!! Gente, que delícia! Que sensação de liberdade!!! Eu fui super bem. Já fiz baliza e tudo!!! Isso que é força de vontade!
Eu já tinha dirigido antes, eu devia ter uns 15/16 anos e nunca mais!!! Nem lembrava de nada... e eram outros tempos, outros carros, bem mais difíceis, hoje é tão mais fácil. Cara, eu tô velha!!! Que sensação de tempo disperdiçado, achando que eu nunca conseguiria comprar um carro, superar um trauma. Eu conto:
Não via a hora de fazer 18 para tirar minha habilitação, mas aí esse tempo chegou, eu tinha um motorista particular (ex-namorado) que nem sonhando iria deixar eu dirigir o carro dele. Eu e meu pai tínhamos uma relação complicada. Frustrações que culminou quando minha irmã e seu namorado cachorro louco "ganharam" um carro do meu pai. Pra mim foi a morte!!!!
Eu tinha ralado um ano me matando de estudar pra entrar na USP, aí o primeiro ano foi o pior, levantando 5 da matina e pegando ônibus mais que lotado, economizando para livros e xerox, ralando, ralando... Nessa época meu pai levava ela pro trabalho, deixava ela na porta e como ela tinha voltado a estudar, a fazer supletivo junto com a porta do namorado burrão e voltava tarde pra casa ela merecia um carro!!!
Eu até cheguei a conversar com o meu pai naquela época, dizendo que eu estava puta, que não era justo. Ele disse que ajudava a ela porque ela precisava de ajuda, que eu não, era esforçada, estava na USP pelo meu mérito! Hoje eu até entendo. Foi o que meu avô fez com os filhos dele. Mas isso me fez ter ódio de carro!!! Ele nunca me levava e buscava em nenhum lugar, raras vezes, quando era conveniente pra ele. E eu de ônibus ia onde queria e sem dar satistfação! Mesmo sendo horrível a condução no bairro em que morava. Sempre reclamei, mas nada fiz.
E acho que inconscientemente fiz muito mal sentindo tanto ódio. Porque bateram no carro da minha irmã um tempo depois. Perda Total e até hoje ela não recebeu a grana do carro, que ela pagou cada centavo dele pro meu pai, soube bem depois, acho que nem faz muito tempo... Ainda bem que adolescência passa.
E a vida ensina.
Porque apesar da cidade não precisar de mais carros na rua, o transporte de SP é o pior!!! E eu tenho direito de ir e vir com conforto!